JON ANDERSON E A MELHOR FORMAÇÃO DO YES
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
minha Oficina
Experimentos feitos com alunos da escola onde trabalho em oficina de informática/video
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
MULHERES DE AREIA
Na última vez que ali entrei ainda reprisava O Clone. Quase sempre era mais ou menos nesse horário que eu conseguia dar uma passada pelo lugar, quando a Tv, dependurada no alto do canto de uma parede, exibia à tarde uma novela antiga que já passara à noite.
Na última vez que lá estive, pedi suco de melancia e bolo. Achava o bolo do lugar um dos melhores, senão o melhor da cidade. Sou louco por bolos. Torta não. Com torta até acostumei. Ah minha vovó e os deliciosos bolos à espera de nossa visita ou não.
Quem me atendeu, da última vez em que lá fui, foi a moça pequena, a moça alta não estava. Não sabia os nomes delas, mas eram irmãs com certeza; rostos bem parecidos, a cor da pele e até o corte dos cabelos, diferenciadas apenas pela altura. Atendiam sorridentes e gentis. Mesmo sendo quase costumeiro freguês, me deixavam até pagar depois, se estava sem dinheiro na hora. Conversávamos pouco, quase sempre sobre o clima. Nunca indaguei do parentesco delas, mas questionei sobre os bolos “quem os fazia?.” Elas mesmas era as autoras daqueles a quem eu dedicava um tempinho para saborear.
O Café da Cidade ocupava um antigo prédio, histórico mesmo, estilão clássico, que já fora muitas coisas. Era sossegado, asseado e nele eu também ia para descansar as muitas sacolas que às vezes trazia do centro em caminho para casa.
Então algo que há tempos parecia distante e esquecido voltou, voltou e sangrou brutalmente a região central, e fez novamente os cidadãos estremecerem por se darem conta de que ainda é possível macular nossas tradicionais ruas.
A mais baixa das irmãs, seu nome só vim a descobrir na repercussão do fato, pelo povo e a imprensa em polvorosa, não me atenderá mais, nem a ninguém: uma freguesa que quase todos os dias cedo fazia seu lanche no local, no que era para lhe ser mais um comum início de uma manhã de sexta-feira, achou-a caída, morta, assassinada.
Nenhuma testemunha viu o crime ou o criminoso, nenhuma marca de roubo havia. Nenhum grito de sua morte foi ouvido. E terá ela, em seus minutos finais, conhecido o torpe rosto do enlouquecido algoz que lhe tirou a vida? Não houve câmeras para nos contar a verdade.
O bar em que estou agora é outro; o bolo é bom, mas não é o mesmo e pela Tv presa no alto e no centro de uma parede vislumbro pedaços da nova novela da tarde, Mulheres de Areia. E é triste e assustador pensar que no fundo é o que todos somos, personagens de frágil areia, sujeitos a sermos derrubados a qualquer instante por marés traiçoeiras, insanas, desgovernadas e impostas a nós por roteiros injustos e mal-escritos.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
BRUXITOS
Adolescentes bruxinhos brincando com forças sobrehumanas...,
Da mesma criadora de "Vampire Diaries", L J. Smith
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
NOVA JUSTIÇA
Mais uma reinvenção bacana da DC, no novo desenho, os maiorais resolvem que precisam de ajuda, mas também querem manter sob controle a gurizada super-poderosa, cria-se então o esquadrão acima.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
TEEN WOLF
Série nova que mescla um clima de "Crepúsculo" e "Vampire Diaries" (mas só com lobisomens, pelo menos até agora), mais um pouco de "Buffy", e ainda nos faz lembrar da saudosa série "O Lobisomem", exibida nos áureos tempos da Tv Globo - boa dica para alguma produtora esperta lançar no mercado..Pode conferir!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
SOBRE CRIANÇAS E PROFESSORES
SOBRE CRIANÇAS E PROFESSORES
Para quem acha que o mundo já perdeu a magia, já não há nele mais inocência, que dele evaporou-se a aura de divino, tenho a prova do contrário. Tenho a prova bem aqui, na minha frente, melhor dizendo, ao meu redor.
Descrevê-la? Em tais horas seria preciso que eu fosse um pintor, daqueles dos tempos clássicos, para poder expressá-la em tela; não sou bom em descrições e sempre achei que o descrever de alguém, ou de uma personagem, mesmo que feito pela mão de um dos mais supremos mestres literários, nunca é capaz de fazer o leitor enxergar exatamente as mesmas feições vistas ou imaginadas por quem as descreveu.
Agora, através dela, de tal prova, tenho a definitiva certeza de que o maravilhoso não se foi, que ainda brilha e ilumina e traz magnitude a esta terra tão magoada. Ele vem a mim através de minha filha, minha menina de quase dois anos, minha visão de sonhos. Ela me faz ver este maravilhoso todos os dias, mesmo quando tenho que a deixar, ainda adormecida, anjo a sonhar com anjos; anjo protegido, em suspiro espero, por outros anjos. E me vou com a ideia de que a arte se fez carne, e harmonizou-a entre o barroco e os traços dos cartoons de Charles Schultz.
Mas há os dias em que tenho o bom direito de vê-la despertar sob sua desgrenhada jubinha roqueira, que se enrosca mais ainda quando está pra chuva, e já no chão como um pequeno fauno que tênis gorduchos e calças bombachudas lhe fazem parecer ao andar, seus olhos azuis arregalados e quase maiores que seu rostinho no qual surgem os mais divertidos esgares de espevitado duende. E já lhe sopram ares de moça, daquelas de antigamente, uma senhorita que, mesmo ainda tão pequenina às vezes me fulmina como um exterminador do futuro ( I’ll be back!), ou me dá os olhares que o Gato de Botas (do Shrek) faz, ou me mira em contemplações que soam profundas.
Agora ela veste uma blusinha rosa de mangas curtas, nas costas desenhadas duas grandes asas de fada, há babados verdes, um em cada manga, e eu tenho a impressão que de repente ela vai mesmo levantar vôo pela casa. Seus braçinhos me pedem abraço, sua mãozinha guardo dentro da minha e uma tranqüilidade e uma limpidez me tomam, e as tortuosidades todas se vão.
Todas as crianças, sem exceção, trazem uma porção de encanto, da dimensão que não se foi, a da fantasia, a do maravilhoso, que vem lá das terras do pirilimpimpim, dos países de Carrol, das doçuras anárquicas da fábrica de chocolates; enfim, e enquanto houver alguém capaz de perceber, e compreender isso, haverá professores. Dedicado a todas “profes” que tem segurado a mão de minha filha pela vida.
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